O deputado Hugo Motta defendeu Mariângela Fialek, ex-assessora de Arthur Lira, após a Polícia Federal abrir investigação por suposto desvio de emendas. As buscas ocorreram no gabinete e na residência da servidora, na sexta-feira. O afastamento e o sigilo foram decretados para a continuidade da apuração.
A PF apura repasses de emendas sob a gestão de Lira e aponta Mariângela como braço operacional do esquema. Motta, que assumiu a Câmara, afirma que ela era técnica, competente e dedicada à boa gestão pública.
Mariângela Fialek era chefe da assessoria especial da Presidência da Câmara na gestão de Lira e hoje integra a liderança do PP na Casa. A defesa afirma atuação estritamente técnica, sem vínculo político partidário.
Defesa e atuação técnica
Segundo o comunicado, a servidora atuou para aprimorar sistemas de rastreabilidade de emendas e indicações, conforme critérios definidos por Lira. A defesa sustenta que todo o material de trabalho é público e pode ser consultado no Portal da Transparência.
A decisão do ministro Flávio Dino, do STF, destacou que Mariângela continuou a controlar emendas após o fim do mandato de Lira, sugerindo a continuidade de uma estrutura organizada. Dino autorizou o afastamento administrativo.
Posições oficiais
A defesa de Mariângela negou as acusações, afirmando atuação técnica, apartidária e impessoal. O ministério público não se manifestou oficialmente neste texto sobre novos desdobramentos.
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