O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) pode responder a investigação ligada à Operação Discalculia, que envolve uso da cota parlamentar e possível financiamento de uma escola de inglês em Goiânia. A PF esteve na sede, mas não encontrou escola presencial, apenas indicativos de atividade online desde 2020.
A defesa, conduzida pelo advogado Victor Hugo, sustenta que as acusações são frágeis e tratam-se de retaliação política. Segundo ele, não houve desvio de emenda paga e a denúncia seria uma “ginástica” jurídica para pressionar o parlamentar.
A apuração aponta que a escola funcionaria virtualmente e ocorreria no mesmo local do escritório político. Em diligência, houve relato de que servidores teriam informado à PF que a escola não existia no espaço físico.
Segundo Victor Hugo, a PF realizou uma abordagem no local para tentar uma matrícula; não houve comprovação de instituição física, mas havia indícios de presença de mais de cinco aparelhos de ar-condicionado no ambiente.
O caso mantém sigilo de Justiça e está conectado à investigação sobre uso da cota parlamentar para financiar manifestações de 8 de janeiro de 2023. Moraes é citado pela defesa como alvo de críticas.
A defesa afirma que a intenção é dificultar a atuação de Gayer, que planejava outras pautas, inclusive uma possível candidatura ao Senado. A apuração continua com novas diligências previstas.
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