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MP denuncia vereador que atuava como espião de facção e monitorava PMs na Bahia

Vereador de Itabela é denunciado peloMP por atuar como espião de facção criminosa, com possível envolvimento em tráfico e vazamento de informações; prisão mantida

MP denuncia vereador que atuava como ‘espião’ de facção e monitorava PMs na Bahia
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Um vereador de Itabela foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia sob suspeita de integrar a facção Bonde do Maluco. Lucas Lemos, 32, do União Brasil, está preso preventivamente desde o início de novembro. O MP aponta que ele atuou como espião e teria se aproximado de integrantes do Comando Vermelho para repassar informações à facção rival.

A denúncia atribui a Lemos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e financiamento de ações criminosas. Segundo o MP, ele utilizou o mandato e a instituição assistencial como fachada para atividades ilícitas, incluindo a manipulação de informações sobre operações policiais.

A decisão de manter a prisão foi tomada pela juíza Tereza Júlia do Nascimento, da Vara Criminal de Itabela, no dia 9 deste mês, após a análise de um relatório obtido a partir de dados do telefone do vereador. A magistrada destacou que o material demonstra participação estruturada em atividades de tráfico, com divisão de tarefas, financiamento e atuação conjunta com outros envolvidos.

Fatos e investigação

Entre os elementos da denúncia estão empréstimos de até 7 mil reais a suspeitos do tráfico local, negociação de drogas, vazamento de ações policiais e levantamento de informações de contrainteligência. Um interlocutor identificado como Tito, líder do BDM em Itabela, aparece em diálogos apontados pela defesa como responsável por assegurar proteção a Lemos. Em uma troca de mensagens, Tito afirma ter poder de decisão sobre terceiros e reforça a necessidade de manter o vereador sob controle.

A denúncia também descreve o suposto uso do cargo para conseguir atendimento médico para comparsas, desviar medicamentos e transformar a Casa de Idosos do município em ponto de venda de drogas. Os diálogos indicam ainda que Lemos monitorava a atuação da Polícia Militar, repassando informações de localização de viaturas em tempo real. A reportagem contatou a defesa do vereador, sem sucesso até o momento.

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