Nigel Farage foi alvo de uma carta aberta assinada por 26 ex-alunos e funcionários de Dulwich College, que relatam racismo e antisemitismo na adolescência do político. O grupo pede que ele se desculpe publicamente pelas atitudes ocorridas entre 1975 e 1982.
Segundo os signatários, que foram ou testemunhas, Farage dirigiu ofensas a alunos judeus, negros e de origem asiática, além de expressar admiração por líderes fascistas. Eles afirmam que a recusa em reconhecer o passado é o que mais os chocou.
A carta, datada de Londres em 16 de dezembro de 2025, foi divulgada após uma apuração do Guardian publicada em 18 de novembro. Os signatários asseguram ter registros consistentes de seus relatos ao longo de décadas.
Reações e desdobramentos
A equipe de Farage e o Reform UK negam as acusações, chamando-as de ataques políticos e de tentativas de desvirtuar o debate sobre propostas do partido. O grupo afirma que as memórias são autênticas e não fruto de politicagem.
Entre os denunciantes, há relatos de incidentes repetidos durante o período escolar, em diferentes contextos dentro da instituição. O grupo ressalta que o objetivo é que Farage reconheça e se retrate, não apenas minimizar os fatos.
Embora Farage tenha contestado as memórias, as testemunhas destacam a consistência de seus relatos ao longo de anos. A matéria do Guardian citou outras pessoas que também afirmam ter presenciado ou vivenciado comportamentos semelhantes.
Os signatários enfatizam que o embate não se prende a jovens erros, mas a padrões de conduta que, segundo eles, deveriam ser admitidos por quem pretende liderar instituições públicas. O texto também contesta a ideia de motivação política por parte dos que relatam.
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