O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA encerrou sete subsídios multimilionários destinados à American Academy of Pediatrics (AAP). A decisão ocorreu sem aviso prévio e afetou ações voltadas à saúde infantil, incluindo detecção precoce de autismo e prevenção de SIDS.
A AAP confirmou a suspensão dos recursos, destacando que as propostas financiadas abrangiam redução de mortes súbitas, acesso rural a serviços de saúde, saúde mental, saúde de adolescentes e apoio a crianças com deficiências. A organização também mencionou que a retirada pode prejudicar famílias em diversas comunidades.
O motivo oficial indicado pelo HHS é que o material das propostas utilizava linguagem baseada em identidade, não estando alinhado às prioridades do Departamento e do CDC. Documentos internos teriam apontado que termos como linguagem identificadora de grupos e referências a disparidades não estariam compatíveis com as diretrizes atuais.
Repercussões legais e posicionamentos
A AAP afirmou estar avaliando opções legais diante da suspensão. O órgão de saúde também ressaltou que o corte pode impactar a atuação de equipes que trabalham com saúde infantil em várias regiões do país. O HHS não forneceu comentários adicionais além de justificar a desalineação das prioridades.
RFK Jr, crítico das políticas da AAP, havia questionado recomendações da associação sobre vacinas e topou divergência com orientações federais. A AAP, por sua vez, publicou diretrizes próprias sobre vacinação, o que intensificou tensões entre entidades de saúde e autoridades.
A AAP, associando-se a outras entidades médicas, moveu ação judicial contra o HHS para contestar mudanças em políticas de vacinação promovidas por Kennedy. Defensores do sistema público de saúde argumentam que alterações abruptas podem criar incertezas na administração de vacinas.
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