A Polícia Federal (PF) acessou dados de um dos três celulares apreendidos com o desembargador Macário Júdice Neto. Ele está preso nesta semana por obstrução às investigações sobre ramificações do Comando Vermelho na Alerj. A senha não foi fornecida; a PF recorreu a recursos tecnológicos.
Ao todo, sete celulares são considerados explosivos pela PF, incluindo os aparelhos de Rodrigo Bacellar e do chefe de gabinete de Bacellar, Rui Bulhões, apontado como operador. Além dos aparelhos do desembargador, a PF também conseguiu acessar um dos celulares de Bacellar.
A investigação aponta rompimento entre o governador Cláudio Castro e Bacellar desde julho. Macário atuava para tentar reaproximar as duas partes, chegando a ligar para o governador para tentar marcar encontro com Bacellar.
Dados e desdobramentos
Investigadores indicam que a atuação de Macário visava criar canais para apaziguar a distância entre o Governo e a Alerj, em meio a ações judiciais envolvendo compra de votos na reeleição de Castro e na eleição de Bacellar em 2024.
Contexto institucional
A quebra de sigilo e a apreensão de celulares reforçam a complexidade do caso, que envolve ramificações do Comando Vermelho na Assembleia e tensões entre o governo estadual e a Casa. As investigações seguem com novas diligências.
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