O Ministério Público da República arquivou a investigação sobre a empresa familiar Spinumviva, associada ao primeiro-ministro Luís Montenegro. A apuração, iniciada em março, não encontrou indícios de práticas delituosas. Participaram da análise a própria empresa, Montenegro e seus filhos.
Foram solicitadas informações às empresas que contrataram a Spinumviva, além de dados sobre a atuação do primeiro-ministro e dos herdeiros. A conclusão aponta ausência de pagamentos indevidos ou cobrança superior ao mercado. O arquivamento encerra o caso judicial.
A decisão ocorre em meio a um cenário político conturbado. A investigação havia contribuído para a queda do governo em março e a convocação de eleições antecipadas. Montenegro manteve vitória eleitoral, com apoio de outras forças parlamentares, enquanto o PSD buscou manter a agenda governamental.
Contexto e desdobramentos
A Spinumviva foi criada por Montenegro em 2021 e transferida à esposa, Carla Montenegro, em 2022, quando ele voltou a atuar na política. O patrimônio familiar permaneceu ativo, com clientes cobrando por serviços como proteção de dados e reestruturação de negócios. Com o casamento em regime de gananciales, os rendimentos podem ter sido considerados. Em 2025, a família transferiu a gestão para os dois filhos.
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