O governo federal australiano lançará um novo programa de recompra de armas, o maior desde o massacre de Port Arthur, em resposta ao ataque na Bondi Beach. O custo será dividido entre governo federal e estados, com as armas recolhidas sendo destruídas pela Polícia Federal Australiana. A iniciativa visa remover arsenais de coleções privadas e reduzir riscos de uso indevido.
O anúncio ocorreu após o atentado de Bondi, que deixou 15 vítimas. O governo também instituiu um dia nacional de reflexão para as famílias afetadas. Dados de inteligência indicam que os atiradores fizeram uso de transmissões regulares de um feed de vídeo de um grupo extremista. Além disso, o registro nacional de armas está sendo acelerado, com previsão de implantação apenas a partir de 2027 ou posteriormente.
A medida envolve a possibilidade de entrega voluntária de armas além de cumprir novas exigências legais. O primeiro-ministro destacou que houve posse de várias armas por uma pessoa moradora da região central de Sydney, levantando dúvidas sobre a necessidade de tantos armamentos em áreas urbanas. Atualmente, existem mais de 4 milhões de armas legalmente possuídas no país, número que tem aumentado desde as reformas de 1996.
Reformas no registro de armas e impactos
O governo afirma que o novo registro nacional é necessário para melhorar o monitoramento e a fiscalização. A implementação atrasada é atribuída a consensos políticos e a necessidade de um aparato interoperável entre esferas federal, estadual e territorial. A expectativa é que o cadastro facilite inspeções e informações compartilhadas entre agências.
Alguns parlamentares da oposição defendem uma abordagem equilibrada, enfatizando que mudanças devem respeitar proprietários legais de armas. Figuras do espectro político sinalizam apoio a medidas que elevem a segurança, desde que não prejudiquem cidadãos cumpridores da lei. O debate público permanece aberto sobre o alcance de licenças e limites de posse.
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