A Polícia Federal deflagrou a operação Galho Fraco, destinada a apurar desvios envolvendo a cota parlamentar de deputados do PL. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Brasília e no Rio de Janeiro. Dois parlamentares aparecem como alvo: Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, e Carlos Jordy, ambos do Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, há indícios de uso de contratos simulados com locadoras de veículos para deslocar recursos da CEAP para empresas de fachada. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, e integra desdobramentos da operação Rent a Car, deflagrada em 2024.
Desdobramentos da operação
Policiais federais também cumpriram diligências em endereços ligados aos envolvidos e a pessoas próximas, incluindo familiares, conforme apurado pela PF. As informações iniciais apontam a existência de uma rede coordenada para ocultar parte do orçamento público.
Ainda segundo a apuração, as acusações envolvem peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com foco em empresas de aluguel de veículos usadas como veículo de dissimulação de gastos da cota parlamentar.
Reações dos envolvidos
Os parlamentares não tinham se manifestado oficialmente até o fechamento desta edição. Em público, a defesa de representantes do PL questiona a legalidade das buscas e afirma que as investigações podem visar constranger opositores políticos.
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