Essa edição dos Epstein Files chegou com críticas à forma de divulgação feita pelo governo dos EUA. O Departamento de Justiça soltou a primeira leva de documentos, com dezenas de milhares de itens, e prometeu mais divulgações nas próximas semanas. O objetivo é esclarecer as investigações federais sobre Jeffrey Epstein, figura ligada a rede de supostos abusos sexuais.
A liberação ocorreu na sexta-feira, após atrasos promovidos pela administração Trump. O vice-procurador-geral Todd Blanche informou à Fox News que centenas de milhares de arquivos ainda devem ser tornados públicos. Parlamentares afirmam que o material chegou com grande parte redigida.
Faltas e red ações em destaque têm causado questionamentos. Dois congressistas afirmam que a lei que criou o Epstein Files Transparency Act não foi atendida na íntegra, apontando lacunas significativas no que foi divulgado. Entre os itens ausentes, estaria um rascunho de indiciamento e um memorando detalhando evidências que teriam sido descartadas.
Outro ponto central envolve o que foi ocultado nos arquivos. A divulgação mostrou nomes de vítimas com dados identificadores redigidos, além de proteger figuras expostas politicamente. Alega-se que o governo pode ter exagerado a redaction para resguardar vítimas, mas há críticas de que o conteúdo essencial não está acessível.
Entre as imagens divulgadas, aparecem Epstein socializando com personalidades públicas, incluindo artistas e empresários. Há registros com Michael Jackson, Chris Tucker, Diana Ross, Richard Branson e o ex-príncipe Andrew, além de Sarah Ferguson. Também houve fotos com Bill Clinton e, no entanto, pouco sobre Donald Trump nesses materiais.
Ainda segundo a divulgação, uma foto específica do livro de Epstein traz uma lembrança de a relação com Trump ter sido próxima. O exemplar de Trump: The Art of the Comeback, de 1997, continha uma dedicatória atribuída ao então empresário, indicando uma ligação anterior entre eles. As informações são parte do material apresentado pelo DOJ.
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