O ministro do STF Alexandre de Moraes afirmou que a reunião com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, teve como foco a Lei Magnitsky e as possíveis consequências para a manutenção de serviços financeiros. A declaração foi publicada após a reportagem de O Globo, na terça-feira (23).
Participaram da reunião também presidentes de entidades financeiras e executivos de bancos, além de vice-presidentes do Santander e do Itaú. Segundo Moraes, os debates trataram exclusivamente de impactos da lei nas operações bancárias, como contas, cartões e transações.
O Banco Master foi liquidado pelo BC no mesmo dia em que o empresário Daniel Vorcaro foi preso preventivamente, sob suspeita de fraude. O banco mantinha contrato com o escritório da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, cuja atuação foi objeto de apuração.
Parlamentares já estudam abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar eventual relação entre Moraes, o Banco Master e os recursos vinculados ao escritório de Viviane Barci, caso haja indícios relevantes. Transparência Internacional classificou a situação como insustentável.
Desdobramentos e respostas
Dias Toffoli foi citado em nova polêmica envolvendo a Corte, ao viajar com o advogado Augusto de Arruda Botelho, de um diretor da empresa. Os interessados dizem que a viagem ocorreu apenas para acompanhar um jogo de futebol, não tratando do caso.
Segundo investigações, o Banco Master é acusado de emitir crédito sem lastro, com remuneração de 140% do CDI, em operações de renda fixa. Em comparação, a média do mercado fica em torno de 100%.
O presidente do STF, Edson Fachin, propõe um código de conduta para magistrados de tribunais superiores, com regras mais claras sobre atuação pública e cachês de palestras. O Banco Central informou que mantém contatos com as instituições envolvidas.
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