O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou nesta quarta-feira a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde estava detido desde novembro, com destino a um hospital particular para a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal na quinta-feira. O deslocamento ocorreu em veículo da própria PF, a menos de dois quilômetros de distância, em percurso rápido. A operação foi autorizada após pedido de seus advogados ao STF.
A autorização para a cirurgia foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, atendendo parecer da Procuradoria-Geral da República. O despacho determina que o transporte e a segurança do custodiado sejam executados de forma discreta, com desembarque na garagem do hospital. Agentes da PF devem ficar em prontidão para a vigilância durante a internação.
Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, esteve no hospital antes da saída, mas Moraes negou a permissão para que outros familiares acompanhassem o procedimento. Michelle Bolsonaro, esposa de Bolsonaro, foi autorizada a acompanhar a internação. Os advogados já haviam pedido autorização para que colegas próximos acompanhassem o caso, sem sucesso.
Cirurgia e condições de saúde
A PF informou que a cirurgia de hérnia inguinal é recomendada pela perícia médica pela piora do sono e da alimentação. A cirurgia visa corrigir o enfraquecimento muscular da região da virilha. A duração da internação não foi divulgada. Também há solicitação para bloqueio anestésico do nervo frênico, devido a soluços recorrentes.
Bolsonaro, 70 anos, segue preso na PF de Brasília; a pena decorre de acusações relacionadas a atos de 2022. O hospital escolhido é o Hospital DF Star, onde o ex-presidente já realizou procedimentos anteriores. O caso segue sob supervisão do STF e da PF, sem indicar nova data de retorno à custódia.
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