Alexandre de Moraes voltou a render notícias nesta semana, pouco antes do Natal. A informação central é que o ministro teria feito lobby a favor do Banco Master junto a Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Moraes divulgou, em menos de 24 horas, duas notas oficiais.
Na primeira nota, Moraes confirmou ter conversado com Galípolo, mas afirmou que o tema foi apenas sobre as implicações da Lei Magnitsky, sem mencionar o Master ou a operação com a esposa. Não houve detalhamento de casos específicos.
Na segunda nota, emitida no mesmo intervalo, Moraes detalhou encontros ocorridos em agosto e setembro. Disse não ter tratado do Master nem pressionado pelo fechamento do negócio com o BRB. Negou ter trocado telefonemas com Galípolo e afirmou que o escritório da esposa não atuou na transação entre Master e BRB.
Desdobramentos e contexto
Historicamente, Moraes era visto como alvo de investigações internas, com silêncio público sobre o contrato entre o Banco Master e a advogada Viviane Barci, mulher dele. Circulavam rumores de lobby junto ao presidente do BC.
A nova divulgação acontece em meio a dúvidas sobre a comunicação pública de Moraes. Observadores destacam que as notas apresentaram versões fragmentadas para tratar de questões sensíveis, sem abordar diretamente o foco das suspeitas.
Fontes próximas ao tema ressaltam a leitura de que o caso envolve influências entre autoridades regulatórias, acordos financeiros e a relação familiar do ministro com a advogada. A situação permanece sob apuração, com apelo por informações claras e verificáveis.
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