O feriado de Natal em Bondi Beach, Sydney, ocorreu sob luto depois do ataque terrorista de 14 de dezembro que deixou 15 mortos na maior tragédia do país em quase 30 anos. A praia permaneceu ampla, mas a celebração foi contida.
A polícia realizou patrulhas ao longo da orla, e moradores e visitantes, muitos com gorros de Papai Noel, permaneceram próximos ao local do ataque, que atingiu uma celebração de Hanucá judaica. Autores seriam um pai e um filho, segundo autoridades.
O clima de setembro de festa contrasta com o peso do incidente, que levou a debates sobre leis de armas e combate ao antissemitismo. Novas regras de segurança com leis mais duras foram aprovadas às vésperas desta semana.
As bandeiras foram içadas a meio mastro no Bondi Pavilion, edifício histórico próximo ao local do ataque, sinalizando luto público. A área segue sob patrulha policial intensificada.
Em Melbourne, um carro com a frase Happy Chanukah foi incendiado no dia de Natal no sudeste da cidade. Não houve feridos, segundo a imprensa local, mas o ato intensifica o debate sobre segurança de comunidades judaicas.
Primeiro-ministro Anthony Albanese classificou o ataque e o explosivo episódio de caridade ideológica como motivo de preocupação, enfatizando a necessidade de ações contra o antissemitismo e a violência política.
Desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, há relatos de ataques contra sinagogas, edifícios judaicos e veículos em varias cidades australianas, aumentando a pressão por respostas políticas mais firmes.
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