Bolsonaro voltou ao centro cirúrgico neste sábado, 27, para realizar o bloqueio do nervo frênico, visando aliviar crises de soluço que se arrastam há meses. O procedimento ocorreu dois dias após a cirurgia de hérnia inguinal bilateral. A internação fica sob acompanhamento médico no DF Star, em Brasília.
A cirurgia de hérnia, realizada na quinta-feira, 25, durou cerca de três horas e meia e ocorreu sem intercorrências, segundo a equipe médica. A opção pelo bloqueio do nervo frênico já havia sido considerada, mas foi adiada por ser mais invasiva.
A internação inicial previa alta entre cinco e sete dias, conforme a evolução. Com o novo procedimento, a permanência pode se estender, dependendo da recuperação. Moraes autorizou o acompanhamento judicial e a continuidade do tratamento, mantendo vigilância sobre o caso.
Cirurgia de hérnia e ajustes clínicos
Boletins anteriores indicavam soluços constantes e uma hérnia com piora progressiva, possivelmente ligada à pressão intra-abdominal gerada pelos episódios. Em boletim de sexta-feira, 26, médicos informaram ajustes nas medicações para controle do soluço e do refluxo.
Aprovação e contexto legal
A autorização judicial para a internação e os procedimentos foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, com a negativa de prisão domiciliar. O laudo da perícia indicou que o bloqueio do nervo frênico era tecnicamente indicado e deveria ocorrer o quanto antes.
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