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Candidatura do PP em SP pode ampliar palanque ideológico de Flávio Bolsonaro

PP paulista avalia candidatura ao governo para acenar a Flávio Bolsonaro com vice e emendas, enquanto aliados de Tarcísio veem o movimento com ceticismo

Governador Tarcísio de Freitas entrega primeiro trecho do Rodoanel Norte. — Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP
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O Progressistas (PP) de São Paulo avalia lançar um candidato ao governo em 2026. A busca por um nome próprio foi anunciada no sábado (27). A justificativa envolve alinhar palanque a Flávio Bolsonaro e pressionar por cargos e emendas, segundo interlocutores ouvidos pelo blog.

Aliados de Tarcísio de Freitas, atual governador e membro do Republicanos, encaram o movimento com ceticismo. A leitura é de que o PP busca protagonismo e pode enfrentar resistência dentro da federação com o União Brasil, sobretudo em relação a um eventual alinhamento com Flávio Bolsonaro.

Interlocutores destacam que o anúncio surpreendeu parte do governo estadual, que não esperava a sinalização de candidatura própria. A avaliação aponta desgaste na relação entre dirigentes do PP e o governo de Tarcísio, além de um distanciamento entre o núcleo estadual e a cúpula da sigla.

Movimentação interna e possibilidades

Dirigentes do PP mencionam que a candidatura própria pode ajudar a criar bancada na Câmara, atualmente com quatro deputados federais por SP, buscando ao menos dois nomes adicionais. O palanque ideológico seria visto como estratégico para atrair votos e visibilidade, mas depende da viabilidade de um candidato com bom desempenho em pesquisas.

Entre os nomes citados estão Filipe Sabará, ex-secretário de Desenvolvimento Social de SP e aliado de Flávio Bolsonaro, e o deputado Ricardo Salles (Novo-SP). Salles já afirmou ao blog que permanece decidido a disputar o Senado, agradeceram, mas não aceitam mudança de rumo.

Também surge o ex-governador Rodrigo Garcia como possibilidade, com avaliação de que ele poderia concorrer a um cargo majoritário, desde que não confrontasse Tarcísio ou Ricardo Nunes (MDB).

No momento, o PP não ocupa o alto escalão do governo estadual. O ex-secretário da Segurança Pública Guilherme Derrite deixou a gestão em novembro, e o titular da Casa Civil, Arthur Lima, desfilou da sigla em 2024. O partido já apoiou Garcia no primeiro turno de 2022, antes de apoiar Tarcísio.

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