A Força Aérea Brasileira (FAB) realiza levantamentos para a possível compra de uma nova aeronave presidencial. A sondagem por modelos acontece após problemas reportados em voos oficiais com a frota atual, incluindo falhas em aeronaves usadas pela Presidência.
Segundo informações da FAB, o objetivo é verificar opções disponíveis no mercado que atendam às necessidades atuais da Presidência da República. Não houve confirmação de detalhes oficiais nem previsão orçamentária para 2025 até o momento.
Desdobramentos recentes e contexto
A avaliação ganhou impulso após incidentes envolvendo a frota presidencial. Em 2024, o VC-1 registrou três ocorrências, e em 2025 houve uma falha na aeronave C-105 Amazonas. Em outubro deste ano, uma falha técnica ocorreu antes do decolagem, em avião de apoio, não na aeronave principal.
A FAB afirmou que, em todas as situações, as ações corretivas seguiram protocolos de manutenção preventiva e corretiva. A instituição também mantém avaliação técnica contínua para assegurar condições de operação e conformidade com padrões de segurança.
Processo de compra e cenário financeiro
A compra de uma aeronave presidencial é conduzida pela FAB como órgão executor do governo. O projeto parte de demanda da Presidência, mas não há prazos definidos para a efetivação. Especialistas destacam que aeronaves desse tipo exigem procedimentos complexos e alto nível de autonomia.
Não há orçamento anunciado para 2025. Em novembro, a Câmara aprovou destinação de até R$ 5 bilhões para investimentos em defesa ao longo de seis anos, sem contabilizar a meta fiscal, o que pode influenciar futuras discussões orçamentárias. O ministro da Defesa tem buscado dialogar para ampliar recursos do setor.
Aeronaves em operação atualmente
A FAB mantém dois aviões presidenciais: VC-1 e VC-2. Os aviões são usados conforme logística e necessidade, com características específicas para cada modelo. A frota pode ser ampliada conforme critérios de segurança, alcance e autonomia estipulados pelos órgãos competentes.
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