AFA vive crise com novas acusações de lavagem de dinheiro envolvendo propriedade em Pilar. Na villa investigada, policiais encontraram heliporto, estábulos e 54 veículos, ampliando as suspeitas sobre operações financeiras ligadas à gestão do futebol argentino. As denúncias apontam conexão com a presidência de Chiqui Tapia e o tesoureiro Pablo Toviggino.
A denúncia feita pela Coalición Cívica sustenta que a propriedade foi adquirida por uma empresa ligada a parentes de Ana Lucía Conte e Luciano Nicolás Pantano, por US$ 1,8 milhão. O negócio estaria vinculado ao mundo do futebol e a acusações de uso da villa como fachada para lavagem de dinheiro.
Também há alegação de retenção de impostos, com a Receita cobrando cerca de US$ 13 milhões, e pedidos oficiais para explicações contábeis sobre entradas financeiras próximas a US$ 500 milhões desde 2017. Autoridades não divulgaram respostas oficiais até o momento.
Controvérsia e desdobramentos
A investigação envolve a AFA, clubes associados e a empresa de serviços financeiros ligada às transferências. Polícia já havia cumprido mandados na sede da entidade e em mais de uma dezena de clubes no início de dezembro, no âmbito de apuração de lavagem de dinheiro.
A declaração pública da AFA afirmou estar sob ataque político, citando críticas do governo à forma de organização das agremiações, que historicamente operam como entidades sem fins lucrativos. A entidade ressaltou conquistas recentes no âmbito nacional e internacional desde 2017.
Relatos de investigadores indicam que familiares de Toviggino teriam autorização para dirigir parte dos veículos encontrados na villa, bem como passagem de helicóptero para a propriedade. A Justiça solicitou informações sobre pilotos e passagens registradas.
As autoridades não confirmaram detalhes sobre possíveis desdobramentos na participação da seleção argentina em eventos internacionais, mantendo o foco nas investigações em curso. A situação segue sob acompanhamento público.
Entre na conversa da comunidade