Keir Starmer viu ataques a sua agenda serem ofuscados pelo caso de Alaa Abd el-Fattah, que dominou manchetes após a libertação e gerou controvérsia por tweets antigos. O episódio foi apontado como exemplo de prioridades domésticas menos urgentes diante de pressões externas.
Paul Ovenden, ex-diretor de estratégia de Starmer, afirmou que o caso se tornou uma “running joke” entre membros do governo. Segundo ele, a discussão sobre Abd el-Fattah atrasou ações previstas na agenda política do governo.
Ovenden revelou que deixou o cargo em setembro, em meio à tentativa de manter o foco em prioridades de bolso a bolso. Em entrevista, ele disse que o tema ganhava espaço em reuniões longas e desviava a atenção.
Contexto e críticas à gestão
O ex-assessor afirmou que o tema era utilizado por grupos ativistas bem conectados para pressionar o governo. Ele disse que muitos no lado político não percebiam o impacto direto no cotidiano do cidadão.
Conforme Ovenden, a dificuldade de avançar com reformas ficou evidente em várias frentes, como negociações sobre reparações a antigas colônias e políticas públicas de saúde e economia. O ritmo de mudanças era visto como lento.
O ex-diretor também criticou o peso de regulações, consultas públicas e entidades independentes que, na visão dele, emperram ações do governo. Ele afirmou que isso dificultava responder a demandas da população.
Em entrevista recente ao Today, Ovenden ressaltou a necessidade de manter o foco em prioridades reais, especialmente diante da frustração pública com a inação e distrações constantes.
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