A morte de uma mulher aborígene de 44 anos, mãe de cinco filhos, ocorreu no sábado na cadeia de Tennant Creek, no Território do Norte. A polícia informou que o óbito parece ter sido provocado por um episódio médico dentro da cela, após a prisão feita no Natal por agressão agravada.
A unidade de crime maior da polícia do NT investiga o caso, com supervisão das diretrizes de padrões profissionais. O Ministério de Justiça abrange a apuração, e a família aguarda transparência na apuração. A comunidade aborígene tem chamado por uma investigação independente.
NAAJA, principal órgão de defesa legal aborígene, pediu uma apuração independente, para além de uma investigação interna. A agência afirma que investigações internas não asseguram responsabilidade nem confiança pública, destacando histórico de desconfiança entre famílias e comunidades.
O tenente-coronel interino de polícia, Peter Malley, disse que a morte está sendo tratada com seriedade. Além disso, a Crimin Command investiga em Tennant Creek, com supervisão das Commandas de Padrões Profissionais e Reforma Cultural. A polícia afirma que a mulher sofreu um incidente médico.
Foi realizada uma necropsia, com resultados ainda não divulgados. A polícia informou que, ao ser admitida, a mulher passou por uma avaliação de saúde policial, que a considerou apta para a custódia. A ausência de enfermeiro de custódia em Tennant Creek é mencionada como diferença em relação a outras praças de detenção da região.
Com o histórico de mortes em custódia, a edição de 2024-25 registrou 113 casos, dos quais 33 eram de pessoas indígenas. O caso de Tennant Creek reacende debates sobre monitoramento de saúde em custódia e a necessidade de mecanismos independentes de apuração.
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