O ex-presidente José Sarney classificou como uma barbaridade a invasão ocorrida na Venezuela, afirmando que o episódio violou todas as regras do direito internacional. Em declaração nesta segunda-feira, ele se mostrou solidário à posição do Brasil, que teve tom de condenação e defesa da democracia. A manifestação do governo brasileiro foi apresentada como equilibrada, defendendo a necessidade de condenar gestos de violência.
Na madrugada de sábado, os Estados Unidos atuaram na Venezuela e, segundo relatos, resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro. A ação provocou reação de países da região e elevou a tensão na América do Sul. O Brasil divulgou nota oficial condenando o ato e pedindo respeito às normas internacionais, sem mencionar medidas militares ou sanções.
Posição do Brasil
A nota, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, descreveu os ataques como ultrapassando uma linha inaceitável e configurando uma afronta gravíssima à soberania venezuelana e ao direito internacional. Também afirmou que os bombardeios e a captura representam riscos de violência, instabilidade e enfraquecimento do multilateralismo.
O governo brasileiro informou ter levado o tema ao Conselho de Segurança da ONU, em reunião realizada nesta segunda-feira, 5, mantendo o tom de repúdio ao ocorrido e enfatizando a defesa da soberania nacional e da integridade dos territórios. Diplomatas destacaram que a expectativa é evitar um retorno à “lei da selva” na região.
Além disso, o Brasil reforçou a posição de que a transição de poder na Venezuela precisa ocorrer pelas vias venezuelanas, com respeito aos recursos naturais do país e às normas do direito internacional. Em meio a desdobramentos, a ONU não indicou previsão de mudanças imediatas no cenário venezuelano.
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