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Caso de aborto com pílula: mãe enterra bebê formado

Mulher de 35 anos é acusada de abortar com pílulas e ocultar o corpo do bebê em imóvel próprio, em Kentucky

Bebê formado é abortado com pílula e enterrado pela mãe
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A Polícia Estadual do Kentucky informou a prisão de Melinda Spencer, 35 anos, acusada de usar medicamentos abortivos e de ocultar o corpo de um bebê do sexo masculino. A detenção foi anunciada em 31 de dezembro. Spencer responde por homicídio fetal em primeiro grau, vilipêndio de cadáver e adulteração de provas.

A investigação começou após a United Clinic, em Campton, alertar as autoridades por volta das 14h30 sobre uma interrupção de gestação ocorrida em uma residência na Flat Mary Road. Durante o interrogatório, Spencer admitiu ter encomendado medicamentos pela internet e ter enterado o corpo no quintal de sua propriedade.

O corpo foi localizado no quarteirão 3700 da Flat Mary Road, em uma zona descrita pela suspeita. O enterro ocorreu em 28 de dezembro. A polícia teve um mandado de busca antes da descoberta, e itens foram encontrados na cova, segundo a Fox 56, que cita documentos judiciais.

A emissora informou que o mandado descreveu o acondicionamento do corpo e a presença de uma caixa embrulhada com papel de Natal. Investigadores relataram que Spencer afirmou ter feito o aborto para não informar ao parceiro que ele não seria o pai.

O caso gerou comentários de líderes pró-vida nos EUA, que manifestaram críticas ao afrouxamento de regras para distribuição de pílulas abortivas durante a administração Biden. A FDA voltou ao centro de debates sobre políticas de envio de medicamentos.

Contexto legal e repercussões

Marjorie Dannenfelser, da Susan B. Anthony Pro-Life America, criticou regras da era Biden para envio de medicamentos abortivos por correio, alegando impactos sobre mães e bebês. Defende revisão de diretrizes para evitar mortes associadas a drogas.

O estado do Kentucky mantém restrições fortes ao aborto desde a decisão Dobbs v. Jackson Women’s Health Organization. A legislação local não impede atendimento em casos de aborto espontâneo, segundo reportagens citadas pelo The Christian Post.

Caso adicional em Lexington

No início de 2024, autoridades prenderam Laken Snelling, atleta da Universidade de Kentucky, por acusação de abuso de cadáver, adulteração de provas e ocultação do nascimento. A morte foi registrada em 27 de agosto, na Park Avenue, em Lexington. Um mandado indicou que Snelling teria tentado ocultar o nascimento.

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