O jornal NSW informou que ministros de Nova Gales do Sul foram orientados a não se encontrarem sozinhos com o lobbyista Eamonn Fitzpatrick ou com a empresa EJF Advisory, após a Comissão Eleitoral de NSW incluir a firma em uma lista de observação pelo descumprimento do código de conduta de lobbyistas. A decisão foi tomada por irregularidades registradas em 2023 e a atualização de 2025.
Segundo a comissão, a empresa realizou lobby em nome de dois clientes sem registrá-los no Cadastro de Lobbyistas em 2023, e não confirmou até 31 de maio de 2025 que seus dados estavam atualizados, como exige a legislação. Em novembro, ministros e secretários parlamentares receberam um e-mail instruindo que encontros com Fitzpatrick ou a firma exigiriam a presença de pelo menos dois oficiais do governo, sem contar assessores políticos.
Fitzpatrick, veterano assessor de comunicação de diversos governadores e primeiros-ministros, afirmou ao Guardian que houve duas falhas genuínas que ele autodivinou à NSW Electoral Commission em 1º de novembro de 2023, e que as correções foram feitas imediatamente. Ele reiterou que a empresa declara clientes ao contatar autoridades e que as divergências surgiram ao cruzar pedidos de reunião com o registro.
A EJF Advisory, anteriormente conhecida como Fitzpatrick Advisory, tem atuação em várias jurisdições australianas, incluindo NSW, Vic e ao nível federal. Alegou cooperação plena com a comissão e anunciou melhorias nos seus sistemas de conformidade para evitar repetições de falhas.
Contexto regulatório e impactos
A lista de observação foi motivada por supostos descuidos na atualização do registro de clientes e pela não confirmação de informações de registro em prazos estabelecidos. A decisão abre espaço para escrutínio sobre encontros entre ex-funcionários públicos e atuais dirigentes, além de reforçar o debate sobre transparência no lobby. A prefeitura de Minns destacou ser essencial cumprir todas as leis e códigos de conduta aplicáveis.
Geoffrey Watson, integrante do Centro de Integridade Pública, elogiou a existência da lista de observação e ressaltou que a regulação depende da conduta de lobbyists e de ministros. Ele pediu divulgação dos nomes dos clientes envolvidos para maior transparência. A discussão sobre o tema volta a atrair atenção para possíveis riscos de ex-funcionários se tornarem lobistas.
Reações oficiais e próximos passos
O porta-voz do governo de Minns afirmou que a integridade, a transparência e a confiança pública são prioridades, e que ministros devem cumprir as estruturas de integridade, incluindo o regime de regulamentação de lobby. EmSydney, a comissão continua como órgão independente responsável pela fiscalização das atividades de lobby.
Fitzpatrick, que mantém fortes laços com o atual governo trabalhista, também destacou que a empresa opera com foco em transparência e responsabilidade, tendo informado autoridades federais sobre um cliente não listado que foi resolvido sem sanção. A situação reforça a vigilância sobre conflitos de interesse entre lobbyistas e governo.
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