O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou ao STF que a investigação da Polícia Federal não comprovou a ilegalidade do dinheiro encontrado com o senador Chico Rodrigues em 2020. A declaração sustenta que não ficou provada a origem ilícita do dinheiro apreendido na residência e nas vestes do parlamentar.
A PGR defendeu o arquivamento parcial do inquérito, argumentando que não houve comprovação de crime ligado aos valores localizados em cofres ou nas roupas do senador. A peça foi apresentada ao STF no dia 28 de dezembro.
A PF flagrou Rodrigues com R$ 17.900 na cueca; também houve apreensão de R$ 10 mil, US$ 6 mil em um cofre, além de uma pepita de ouro, armas de fogo e munições. Os itens compõem o conjunto da apreensão.
O inquérito investiga possível desvio de recursos da saúde durante a pandemia de covid-19, com suposta contratação por indicação do parlamentar e superfaturamento em Roraima. A PF aponta indícios para apurar.
Gonet afirmou que não ficou comprovada a ligação entre os fatos e o exercício do mandato; assim, pediu o envio do caso da Justiça Federal em RR, em vez de seguir no STF. A decisão depende de análise do relator.
Na época, Rodrigues era vice-líder do governo no Senado; ele foi destituído do cargo e afastado da função parlamentar até fevereiro de 2021. O caso gerou grande repercussão na política local.
A defesa do senador disse que os recursos não decorriam de desvio de dinheiro; Rodrigues afirmou ter escondido o dinheiro por pânico e que precisou buscar ajuda psiquiátrica para lidar com o ocorrido.
Rodrigues já ocupou os cargos de vice-governador e governador de Roraima entre 2011 e 2014, tendo migrado do DEM (atual União Brasil) para o PSB em 2023.
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