Reeves condena a oposição de Farage a flexibilizar o teto de benefício por dois filhos
A chefe de finanças Rachel Reeves afirmou estar irritada com a sugestão de Nigel Farage de restringir a ampliação do teto de benefício a apenas famílias nascidas no Reino Unido. O comentário foi feito durante uma coletiva de imprensa.
Reeves informou que pretende apresentar uma legislação para ampliar o benefício na quinta-feira, destacando que a medida depende de estabilidade econômica para não ocorrer de forma abrupta.
Farage havia dito, em conferência anterior, que votaria contra a revogação do teto, argumentando que a mudança poderia favorecer famílias de origem estrangeira. O líder da Reform UK afirmou que a proposta deveria priorizar residentes britânicos.
Reeves rebateu que a ideia de privilegiar com base na origem é incompatível com os valores de igualdade da sociedade. Ela destacou que milhares de crianças poderiam deixar a pobreza com a mudança.
A deputada Keir Starmer, em visita a Bedfordshire, sinalizou apoio à revogação do teto, afirmando que a posição da Reform e dos Conservadores evidencia divisão de agendas. O premiê deverá defender a medida publicamente.
Análise interna do Labour aponta que benefício ampliaria pouco menos de 1% de beneficiários, estimando impacto directo em cerca de 3.700 famílias. O estudo considera efeitos limitados proporcionalmente.
Farage também voltou a negar acusações de assédio racial e antissemítico durante o período escolar, em Dulwich. Ele disse que algumas denúncias eram invenções com motivação política.
Reeves destacou que a batalha política segue para convencer o público a apoiar a medida que pode tirar 550 mil crianças da pobreza. Segundo ela, a proposta entra em vigor em abril.
A liderança do governo afirma que a medida é um compromisso com a redução da pobreza infantil e justiça social. A imprensa questionou a viabilidade política diante da oposição de aliados da Reform.
Farage afirmou que, caso o parlamento confirme a mudança, votará contra, alegando que a política atual beneficiaria principalmente famílias estrangeiras. O grupo tem ressaltado críticas ao custo social da ampliação.
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