O presidente Donald Trump planeja usar as vastas reservas de petróleo da Venezuela para consolidar o controle da maior parte da produção de petróleo no ocidente e tentar reduzir o preço de referência para cerca de US$ 50 por barril. A informação, publicada pelo Wall Street Journal, cita autoridades da atual administração.
Segundo a reportagem, a estratégia busca ampliar a influência dos EUA no mercado petrolífero regional e restringir o acesso da Rússia e da China à Venezuela, visando estabelecer um polo de produção no hemisfério. O governo americano também já indicou ter tomado medidas para bloquear o petróleo venezuelano.
A White House confirma que planeja controlar as vendas do petróleo venezuelano “indefinidamente”, após reivindicação sobre 50 milhões de barris de crude retido. O petróleo, mantido em tanques e instalações de armazenagem, pode valer até US$ 3 bilhões no mercado global.
Impactos esperados no mercado
Se for possível elevar a produção venezuelana, de cerca de 1 milhão para até 3 milhões de barris por dia, a produção dos EUA conseguiria alcançar aproximadamente 14 milhões de bpd, o que representaria cerca de um terço da produção de países da Opep+. A viabilidade depende de investimentos na infraestrutura e de garantias para as empresas envolvidas.
Reação do setor
Há dúvidas sobre a capacidade de reativar a indústria petrolífera venezuelana após décadas de subinvestimento e corrupção. Empresas como Chevron, ExxonMobil e ConocoPhillips avaliam riscos, custos e garantias antes de qualquer investimento significativo no país.
Situação diplomática e ações recentes
O episódio envolve ainda medidas de sanção aplicadas aos barris venezuelanos e a apreensão de um petroleiro russo ligado à Venezuela. Executivos do setor participaram de reunião na Flórida e têm encontro marcado com Trump na Casa Branca.
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