O ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que possa receber assistência religiosa regular na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena. A defesa sustenta que a liberdade religiosa é direito constitucional e está prevista na Lei de Execução Penal.
Segundo os advogados, o pedido visa autorizar visitas religiosas individuais e supervisionadas de dois representantes de confissões distintas: o bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, e o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni, da Igreja IDE. A liberação permitiria acompanhamento espiritual semelhante ao ocorrido durante a prisão domiciliar.
Detalhes do pedido e contexto
Rodovalho já havia sido citado em solicitação anterior, que foi negada por Moraes em 2025, sob a justificativa de que o bispo não integrava o grupo autorizado na época. Manzoni é deputado distrital pelo PL e aparece como ministro responsável pelo acompanhamento espiritual do ex-presidente.
Atualmente, apenas familiares próximos, como Michelle Bolsonaro e os filhos, além de advogados, possuem autorização para visitas à sala de Estado-Maior da PF. A defesa de Bolsonaro aguarda a análise de Moraes para decidir sobre a entrada de religiosos na unidade.
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