O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin, manteve no fim de dezembro a prisão de Zheng Xiao Yun, empresário chinês apontado como chefe de uma quadrilha internacional que produzia e vendia metanfetamina em São Paulo. A prisão é preventiva desde dezembro de 2024.
A Justiça de São Paulo condenou Zheng Xiao Yun, em outubro de 2025, a quatro anos e quatro meses de reclusão em regime inicial fechado. Considerando os 10 meses de prisão preventiva, o cumprimento da pena poderia iniciar no regime semiaberto.
Ao analisar o habeas corpus, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a preventiva, argumentando que o réu permaneceu preso durante toda a instrução e que, mantendo os mesmos fatos, não seria razoável conceder liberdade após a condenação.
Para o STJ, não houve ilegalidade manifesta nem urgência que justificassem liminar. A conclusão depende de julgamento definitivo de mérito pela Quinta Turma, com relatoria da ministra Maria Marluce Caldas.
As investigações apontam que Yun liderava uma ampla rede de narcotráfico voltada à metanfetamina e foi alvo da Operação Heisenberg, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo.
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