O pedido de assistência religiosa na prisão de Jair Bolsonaro envolve o bispo Robson Rodovalho, aliado histórico do ex-presidente. A defesa encaminhou ao ministro do STF Alexandre de Moraes a solicitação para que Rodovalho acompanhe o envio de apoio espiritual ao ex-presidente, em eventual cumprimento de pena.
Conforme apresentado, Rodovalho tem histórico próximo a Bolsonaro, inclusive na atuação política em 2018 e 2022. O bispo, fundador da igreja Sara Nossa Terra, atuou como deputado distrital pelo DF entre 2007 e 2011, período em que Bolsonaro também integrava a Câmara. A defesa também cita a possibilidade de Thiago Manzoni, pastor e deputado distrital, integrar o apoio espiritual.
O próprio Rodovalho afirmou que prestará orações, leituras bíblicas e momentos de meditação como forma de assistência religiosa, caso o pedido seja aceito. Ele ressaltou a amizade de 25 anos com Bolsonaro e disse ter recebido com honra a indicação para atuar nesse papel.
Contexto e desdobramentos
A defesa já havia solicitado anteriormente a participação de Rodovalho em grupo de oração durante o regime de prisão domiciliar, mas Moraes negou o pedido por não incluir o bispo em reuniões prévias. A decisão destacou que a autorização de integrantes do grupo de oração ocorreu apenas para nomes previamente incluídos.
Durante a presidência, Bolsonaro costumava frequentar cultos na Sara Nossa Terra, em Brasília, com participação de ministros e da então primeira-dama. Em 2022, o ex-presidente esteve na igreja também para uma prece, acompanhado por Michelle Bolsonaro, segundo relatos.
A defesa protocolou ainda pedido para acesso de Bolsonaro a uma televisão tipo Smart TV, sob justificativa de uso para acompanhar notícias por canais e plataformas de streaming, sem indicar finalidade de conteúdo religioso específica. A argumentação sustenta que a Lei de Execução Penal assegura assistência religiosa e permite a entrada de representantes religiosos no presídio, conforme a vontade do custodiado.
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