Uganda realiza, nesta quinta-feira, uma eleição presidencial marcada pela continuidade do presidente Yoweri Museveni, no poder há quase quatro décadas. Museveni, hoje com 81 anos, enfrenta sete concorrentes, entre eles o principal opositor Bobi Wine, que busca capitalizar a insatisfação com desemprego e corrupção. O pleito ocorre em meio a violência de campanha e dúvidas sobre a sucessão.
O resultado mais esperado aponta para a reeleição de Museveni, que argumenta que mais quatro anos assegurariam a proteção dos ganhos obtidos com a estabilidade do país. A disputa envolve também a discussão sobre a futura liderança, já que o filho de Museveni, Muhoozi Kainerugaba, é apontado como possível herdeiro, apesar das declarações do presidente de que não está sendo preparado para o cargo.
O país depende de petróleo para impulsionar o crescimento econômico, com a produção prevista para começar ainda este ano, em campos operados pela TotalEnergies e pela CNOOC. Analistas veem o petróleo como fator de transformação econômica, com impacto esperado para o PIB e empregos. No entanto, a eleição é vista como teste de força política em um momento regional instável.
Contexto político e desafios eleitorais
Museveni alterou a constituição duas vezes para reduzir barreiras de idade e mandato. Analistas veem pouca chance de surpresa eleitoral, apesar das tensões observadas em eventos de campanha, com uso de bombas de gás e tiros por parte de forças de segurança. Pelo menos uma pessoa morreu e centenas foram presas.
Wine, cujo nome real é Robert Kyagulanyi, ganhou expressão entre jovens descontentes com desemprego e corrupção. Ele descreve a eleição como um voto de protesto contra o que chama de regime autoritário, prometendo reformar a prática governamental caso vença. Um eleitorado jovem, que representa a maioria da população, tem sido crucial na campanha.
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