Louise Adler pediu demissão do cargo de diretora da Adelaide Writers’ Week após a decisão do conselho do Adelaide Festival de cancelar a participação da autora palestino-australiana Randa Abdel-Fattah no evento de 2026. A decisão foi anunciada pelo conselho e levou à saída de Adler, uma figura influente da literatura australiana.
Em memoria de Adler, o texto destaca que ela não poderia apoiar o silenciamento de escritores. A diretora afirma que escritores e seus escritos são cruciais, mesmo quando apresentam ideias desconfortáveis. A notícia foi publicada no Guardian Australia.
Desde o anúncio da cancelamento da presença de Abdel-Fattah, cerca de 180 escritores, comentaristas e acadêmicos retiraram-se de participar do festival. Entre eles estão Jacinda Ardern, Zadie Smith, Percival Everett e Helen Garner.
Contexto e reações
Adler criticou publicamente a decisão do conselho, dizendo que a medida mina a liberdade de expressão e coloca a influência política acima da voz de artistas. Ela descreveu a justificativa de “coesão comunitária” como inadequada para explicar o afastamento.
A dirigentes de artes e ex-diretores do festival assinaram carta aos organizadores protestando contra o veto. A carta também questionou a interferência do governo na composição do conselho e pediu a reintegração de Abdel-Fattah.
Entre os casos citados por Adler como similares no setor, estão decisões de outras organizações culturais australianas que provocaram controvérsia, como demissões ou mudanças de programação motivadas por pressões institucionais.
Adler, que assume uma posição de defesa da liberdade de expressão, já teve papel de destaque na comunidade cultural por questões ligadas aos direitos de crítica e de expressão de palestinos.
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