Zbigniew Ziobro, ex-ministro da Justiça da Polônia, recebeu asilo na Hungria. Ele permanece fora do país para enfrentar 26 acusações, entre abuso de poder e formação de organização criminosa. O asilo foi confirmado após o fim de 2023, quando o governo de Donald Tusk retomou investigações contra membros do antigo governo de PiS.
As autoridades polonesas alegam uso indevido de milhões de złotys de um fundo destinado às vítimas de crimes. A acusação aponta que recursos foram aplicados na aquisição de tecnologia de espionagem Pegasus e na compra de equipamentos diversos para influenciar eleitores rurais. Ziobro nega irregularidades.
O político, que lidera o partido Sanadouro PiS, já havia sido alvo de disputas com o governo anterior e com a União Europeia. Reivindica agir em defesa de interesses nacionais e sustenta que as ações visaram combater a corrupção entre aliados da oposição.
Ziobro ficou conhecido por reformas judiciais promovidas entre 2015 e 2017, que geraram atritos com Bruxelas e suspenderam bilhões em fundos da UE. Críticos afirmam que as mudanças politizaram a indicação e punição de magistrados.
O ex-ministro também acumulou os cargos de chefe do Ministério da Justiça e procurador-geral, o que gerou acusações de comprometimento da independência do Ministério Público. Defensores da medida sustentam que houve combate a influências políticas no sistema.
Em 2023, ao tomar posse no novo parlamento, Ziobro foi diagnosticado com câncer de esôfago. Durante esse período, as investigações sobre Pegasus continuaram em Varsóvia, enquanto ele recebia tratamento na Bélgica. A defesa acusa perseguição política.
Ziobro mantém postura combativa, afirmando que enfrentará consequências para ações consideradas injustas pela atual gestão polonesa. O governo húngaro autorizou o acolhimento, citando motivos humanitários e de segurança, segundo autoridades locais.
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