O governo vai adiar a tramitação da Hillsborough law para buscar um acordo, diante de críticas de MPs e famílias sobre a aplicação da lei a funcionários de serviços de inteligência. A proposta estabelece o dever de candura de autoridades públicas e contratados após desastres.
A prioridade é evitar que a lei prejudique a segurança nacional. MPs alegam que mudanças são necessárias para permitir que agentes de MI5, MI6 e GCHQ fiquem sob o escopo da obrigação, sem comprometer a proteção de segredos.
O texto original recebeu emendas na última sexta-feira, mas há mobilização para novas alterações. MPs afirmam que sem ajuste adequado, podem perder o apoio de vítimas.
Mais de 20 MPs do Labour, incluindo Ian Byrne e Anneliese Midgley, apoiaram emendas que estendem o dever a oficiais de inteligência. O projeto deveria retornar à Câmara nesta semana, mas foi adiado para a próxima.
Famílias afetadas pelo ataque de Manchester em 2017 escreveram pedindo que serviços de inteligência não fiquem isentos. O atentado deixou 22 mortos e levantou questionamentos sobre informações recebidas.
Segundo o governo, há conversas em curso para equilibrar mudanças com a segurança nacional. Um porta-voz afirmou que o objetivo é tornar a lei mais firme sem colocar a segurança em risco.
O porta-voz reiterou que a lei manterá deveres de candura para os serviços de inteligência, incluindo não induzir em erro. Ainda, indicou que novas emendas podem surgir para manter o equilíbrio.
Caso haja necessidade de ajustes adicionais, o texto pode sofrer nova apresentação aos parlamentares. A expectativa é consolidar alterações com o apoio de diferentes grupos.
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