Mais de 300 oficiais e funcionários do Corpo de Polícia Metropolitana (Met) declararam à direção se são membros de organizações hierárquicas, como os maçons. A informação foi apresentada ao tribunal de maior instância nesta semana, durante uma análise do mecanismo de declaração de filiação.
O Met havia anunciado, no mês passado, uma política que obriga policiais a revelar qualquer participação passada ou presente em organizações com membros confidenciais e que exigem apoio entre integrantes. A medida gerou contestação e ações legais por parte de organizações maçônicas, que alegam discriminação religiosa e violação de direitos humanos.
O que está em jogo
O processo de injunção, moves pela United Grand Lodge of England (UGLE) e outras instituições maçônicas, questiona a validade da exigência. O tribunal avalia se a medida deve ser suspensa enquanto o mérito é analisado. O Met afirma que a política busca recuperar a confiança pública e a credibilidade da atuação policial.
O juiz avaliou se há necessidade de uma liminar imediata, diante de 316 casos já declarados. Não há indicação de ações disciplinares previstas contra quem ainda não declarou. O tribunal também decidirá se a identidade do órgão conhecido pela sigla FSK pode continuar sob anonimato.
Contexto e versões envolvidas
A UGLE informou que o caso envolve um oficial em serviço do Met, negando que tenha buscado anonimato, segundo a mediação jurídica. Os maçons contestam a política, alegando discriminação religiosa e violação de privacidade de dados, além de apontar que apenas uma parte dos funcionários participou da pesquisa interna.
Relatos sobre a existência de lodges ligados a policiais, como o Manor of St James’s, já vinham sendo citados pela imprensa como contexto histórico. Em comunicado, o Met sustenta que a pesquisa aponta apoio público à restrição, citando impactos na percepção de imparcialidade.
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