O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que o combate ao crime organizado vai além das favelas e atinge o chamado “andar de cima”. O foco é desmantelar articuladores e financiadores dos esquemas criminosos.
Segundo Rodrigues, a PF amplia o alvo para empresários, agentes públicos e políticos envolvidos em corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras. A cooperação com Receita, Ministério Público e polícias estaduais é destacada.
O diretor enfatizou a autonomia da PF para atuar sem visão partidária, ressaltando investimentos da operação em diferentes setores do poder. A atuação é vista como essencial para desvendar estruturas criminosas.
Em 2024, a PF afirma ter apreendido cerca de R$ 6,5 bilhões em dinheiro, veículos, imóveis e outros ativos, no combate ao crime organizado. Em 2025, a estimativa aponta para valores próximos de R$ 10 bilhões.
A equipe de Andrei Rodrigues comenta que, em grande parte, o enfrentamento depende de cooperação internacional e do trabalho de lideranças presas, fortalecendo o arcabouço para combater a violência econômica do crime.
O que eles chamam de “descapitalização” do crime envolve ações para quebrar a capacidade financeira das organizações, incluindo investigações de fraude e lavagem de dinheiro, com foco em grandes redes.
O diretor cita o Caso Master como uma das maiores investigações da PF, pela magnitude do dinheiro envolvido, pela quantidade de investigados e pelo nível dos envolvidos, incluindo operações de fraude bancária.
O UOL News ressalta que a entrevista ocorreu durante a cobertura do Canal UOL, com edições diárias e materiais disponíveis para diferentes plataformas de transmissão, mantendo o público informado sobre avanços.
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