A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a 9ª fase da Operação Overclean, que investiga desvio de emendas parlamentares envolvendo corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. A ação ocorreu no Distrito Federal e na Bahia, com mandados de busca e apreensão.
O deputado Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) é o principal alvo desta etapa, autorizada pelo ministro Nunes Marques, do STF. A operação envolve o apartamento funcional em Brasília, a sede do PDT na Bahia e imóveis de alto padrão ligados ao parlamentar.
Ao todo, nove mandados foram cumpridos, incluindo endereços ligados ao deputado e locais para armazenamento de documentos e bens de alto valor. Também houve determinação de bloqueio de 24 milhões de reais pelo STF.
O que a PF investiga
Segundo a PF, o esquema envolvia direcionamento de emendas para prefeituras específicas, atuação de servidores para favorecer empresas, superfaturamento de contratos e repasse de propinas a intermediários.
A investigação aponta que Mendonça Jr. teria atuado com seu então secretário parlamentar, Marcelo Chaves, na negociação de emendas e cobrança de pagamentos ilegais a prefeitos beneficiados.
Relatórios indicam que o deputado recebeu vantagens diretas e indiretas em troca do direcionamento de verbas para pelo menos três municípios baianos, com o núcleo político sob escrutínio.
Contexto da Overclean
A Overclean começou em dezembro de 2024, com 59 mandados e 16 prisões na Bahia, SP e Goiás, envolvendo fraudes em licitações relacionadas a repasses do Dnocs. Fases seguintes ampliaram o alcance a prefeitos e servidores.
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