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Toffoli determina que PGR extraia dados coletados pela PF

Toffoli determina que a PGR extraia e analise todo o material recolhido pela PF na operação Compliance Zero, para a formação da opinião sobre materialidade e autoria

Dias Toffoli, ministro do STF
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a extração e a análise de todos os dados, aparelhos e documentos coletados pela Polícia Federal na segunda fase da operação Compliance Zero sejam realizadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão envolve a transferência direta do material para a PGR.

A medida ocorreu após a PGR apresentar um pedido de reconsideração à decisão que mandava encaminhar todo o material lacrado ao Supremo. O parecer da PGR argumentou que a administração do material pela Procuradoria ajudaria a formar a opinião ministerial sobre materialidade e autoria dos crimes investigados.

Segundo Toffoli, o material probatório deve ser apreciado pela titular da ação penal para a adequada formação da opinião ministerial sobre os delitos em apuração. O ministro destacou que a visão sistêmica dos supostos crimes permitiria ao órgão acusador dimensionar melhor a fraude investigada.

Procedimentos a seguir

O tribunal autorizou que o diretor-geral da Polícia Federal seja informado oficialmente sobre a decisão, para que sejam adotadas as providências necessárias. O encaminhamento direto à PGR ficará sob responsabilidade do órgão, conforme determinação do ministro.

A decisão reforça a atuação da PGR como destinatária do material probatório coletado, visando ampliar a compreensão sobre participação de investigados e possíveis flagrantes de ilícitos no caso em análise.

Contexto da operação

A segunda fase da operação Compliance Zero envolve apurações sobre suspeitas de fraude com repercussão no sistema financeiro nacional. As informações coletadas pela PF são centrais para o andamento das investigações e eventualções acusatórias.

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