O grupo de trabalho criado pelo Senado para acompanhar o caso Master teve a decisão anunciada pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Renan Calheiros. A iniciativa ocorreu na quinta-feira 15, para monitorar as investigações sobre o banco Master. O objetivo é acompanhar ações, documentos e decisões relacionadas ao caso.
Ao contrário de uma CPI, o grupo não poderá quebrar sigilos bancários, telefônicos ou telemáticos. Integrarão o GT senadores de diferentes legendas, entre eles Fernando Farias, Eduardo Braga, Esperidião Amim, Randolfe Rodrigues, Alessandro Vieira, Leila Barros e Damares Alves. O grupo começará a funcionar oficialmente em fevereiro.
Renan afirmou ao Valor Econômico que o primeiro ato do GT será requerer a cópia de todos os procedimentos abertos no TCU sobre o Master. A medida decorre de informações recebidas pelo senador sobre suposta pressão a setores da Corte para atrapalhar a liquidação da instituição, decretada pelo BC em novembro.
Investigação e cenário político
A criação do GT é vista como uma forma de influenciar o andamento da apuração, em detrimento de uma CPMI, cuja instalação depende do aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O requerimento para a CPMI já atingiu o número de assinaturas, aguardando parecer.
As investigações da Polícia Federal indicam que o Master captava recursos por meio de CDBs e os redirecionava para fundos de investimento, nos quais era cotista único. Esses fundos financiariam títulos de dívida de empresas sem viabilidade financeira, ligadas a sócios do banco.
Operação policial em andamento
Na quinta-feira, agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, e a familiares próximos. Também estavam sob suspeita Nelson Tanure, empresário, e João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag Investimentos.
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