A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criou nesta quinta-feira (15) um grupo de trabalho para monitorar as investigações sobre o Banco Master. A medida visa reunir informações da Polícia Federal, do Banco Central, do TCU e da CVM. Renan Calheiros (MDB-AL) classificou a fraude como uma das maiores da história.
O grupo conta com os senadores Alessandro Vieira, Damares Alves, Eduardo Braga, Esperidião Amin, Fernando Farias, Leila Barros e Randolfe Rodrigues. Os integrantes podem convocar autoridades, solicitar informações oficiais e apresentar propostas legislativas relacionadas ao tema.
Conflitos institucionais e reações
Renan afirmou nas redes que o TCU não pode encobrir malfeitos. O ministro Jhonatan de Jesus, relator da corte, determinou a inspeção dos documentos da liquidação do Master, e o BC contestou a forma singular da decisão. A CGE do Banco Central pediu que a medida fosse colegiada.
A autarquia monetária sustenta que a inspeção deveria ter contado com participação de todos os órgãos envolvidos. A medida provocou abalo à confiança institucional e críticas do mercado sobre possíveis interferências na autonomia do BC, levando o relator a suspender o instrumento. Renan reforçou que o TCU funciona como braço do Legislativo para proteger o país, não para encobrir irregularidades.
Panorama e etapas recentes
Presidentes do TCU, Vital do Rêgo, e do BC, Gabriel Galípolo, reuniram-se na semana anterior para discutir o impasse. Vital disse que a inspeção contou com aprovação unânime entre os órgãos, mas o BC recuou ao questionar o método utilizado. Em novembro, a PF deflagrou a Operação Compliance Zero, ligada a tentativa de aquisição do Master pelo BRB, e o BC decretou a liquidação extrajudicial.
Na quarta-feira (14), a PF deflagrou a segunda fase da operação, direcionada a familiares de Daniel Vorcaro, dono do Master. A investigação acompanha a evolução dos mecanismos de controle financeiro envolvidos, com foco na responsabilização de eventuais ilícitos.
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