Dias Toffoli, ministro do STF, incluiu um perito de sua confiança no grupo de especialistas que analizam provas de celulares no caso Master. A atuação envolve perícia criminal em evidências apreendidas.
O perito nomeado já atua em inquéritos relatados pelo próprio Toffoli. A indicação ocorreu após debates sobre o destino do material apreendido em operações relacionadas ao caso.
Entre os escolhidos, aparecem quatro nomes: Luiz Nassif, Tiago Melo, Enelson Filho e Lorenzo Delmutti. A PF não define, nesse ponto, sua participação direta.
Nomes indicados e contexto
Nassif é reconhecido na PF pela criação de ferramentas de indexação de documentos para grandes volumes de material apreendido. Melo é especialista em provas digitais de aparelhos celulares. Enelson Filho é apontado como referência integrante da área financeira da perícia da PF.
Delmutti chamou atenção pela proximidade com o delegado Rafael Dantas, responsável por conduzir o inquérito envolvendo o ex-juiz e atual senador Sergio Moro. Investigadores discutem a influência desse vínculo na escolha.
Processo de escolha
O grupo de peritos foi formado diretamente pelo ministro, sem participação formal da Polícia Federal, como costuma ocorrer. Delmutti participou de buscas e apreensões na 13ª Vara Federal de Curitiba, em dezembro de 2025. A formação ocorre em meio a debates sobre vazamentos e responsabilização.
A decisão de Toffoli de indicar os peritos gerou questionamentos sobre eventual influência de relações pessoais. A assessoria do ministro não respondeu aos questionamentos recebidos pela reportagem.
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