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Toffoli prorroga em 60 dias investigações sobre compra do Banco Master pelo BRB

Toffoli prorroga por sessenta dias investigações sobre a venda do Banco Master pelo BRB, a pedido da PF, com indícios de participação de dirigentes e possível prejuízo de até R$ 12 bilhões

Dias Toffoli rejeita recurso do Banco Central e mantém urgência na acareação do caso Master — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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O ministro Dias Toffoli, do STF, prorrogou por 60 dias as investigações sobre a venda do Banco Master pelo BRB. A decisão ocorreu após pedido formal da Polícia Federal.

A PF sustenta que o Master emissou CDBs com promessa de retorno de até 40% acima da taxa básica, mas que o rendimento real não se confirmou. A apuração aponta risco de movimentação de até 12 bilhões de reais.

A investigação envolve dirigentes do BRB e apura indícios de fraude vinculados ao grupo Master. Em março, o BRB tentou comprar o Master, mas o negócio foi impedido pelo Banco Central. Vorcaro foi preso em novembro e depois solto.

Desdobramentos da apuração

A PF realizou diligências para aprofundar fraudes ligadas a operações no mercado de capitais. Indícios indicam uso de fundos de investimento, vínculos familiares ou societários para estruturar o esquema.

Segundo a PF, há evidências de organização criminosa, gestão fraudulenta, induzimento de investidores, uso de informação privilegiada e lavagem de dinheiro. As apurações apontam operações com ativos de baixa liquidez.

O grupo investigado teria utilizado transações entre partes relacionadas sob controle de indivíduos com ligações ao Master. Aos investigadores, aparecem laranjas e sócios ocultos em estruturas de fluxo financeiro.

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