Minneapolis viveu neste sábado um dia de tensão com a organização de um comício por um ativista on-line que participou do ataque ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. A manifestação ocorre em meio a um contexto de protestos contra as detenções de imigrantes e ações de ICE.
Um contraprotesto organizado pela People’s Action Coalition Against Trump também era esperado nas proximidades, elevando o temor de confrontos entre os participantes. Autoridades estaduais colocaram a Guarda Nacional de prontidão para atuar, se necessário.
A polícia de Minneapolis, em operação com viaturas blindadas, deslocou-se para o centro da cidade, com início previsto para as 13h, no horário local. A atuação buscava manter a ordem pública diante das mobilizações previstas.
Jake Lang, um dos mais de 1.500 indivíduos beneficiados por perdão do presidente Donald Trump após condenações ligadas ao episódio, lideraria a marcha chamada de anti-fraude. Lang pretendia seguir do City Hall até o bairro Cedar Riverside, em trajeto de cerca de dois quilômetros.
Moradores do Cedar Riverside afirmaram que iriam bloquear a passagem dos manifestantes, evitando que entrem na região habitada por imigrantes somalis. O impulso da mobilização ocorre em meio a críticas republicanas e a investigações abertas pelo Departamento de Justiça envolvendo autoridades locais.
Ao longo das últimas semanas, cerca de 3.000 agentes da ICE e da Border Patrol atuaram em Minneapolis e em St. Paul. A morte de Renee Good, cidadã americana e mãe de três filhos, por disparo de policial federal, na véspera do dia 7 de janeiro, intensificou as manifestações na região.
A tensão política na região aumentou, com divergências entre a liderança democrata de Minnesota e o governo federal sobre a operação de imigração. O Departamento de Justiça abriu apuração sobre o governador Tim Walz e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey.
Fonte: apuração da Reuters, com atualização sobre a mobilização em Minneapolis e os desdobramentos locais.
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