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Democrata visado por ataques de Trump, esforço para intimidar críticos

Slotkin acusa Trump de usar playbook autoritário para silenciar críticos, após FBI abrir investigação sobre vídeo com militares pedindo recusa de ordens ilegais

Elissa Slotkin at a hearing on Capitol Hill last year.
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Elissa Slotkin, senadora democrata de Michigan, afirma que o presidente Donald Trump usa um “playbook” de regimes autoritários para intimidar críticos e desencorajar quem discordar dele. Ela está sob investigação após organizar e participar de um vídeo com outros democratas.

No material, seis democratas com histórico militar ou de inteligência citam o Código Uniforme de Justiça Militar e dizem que não é obrigatório cumprir ordens ilegais. Trump chamou a mensagem de traiçoeira e chegou a sugerir, em redes sociais, que eles fossem enforcados.

Slotkin, ex-agente da CIA, disse ao Guardian que o objetivo é esfriar a liberdade de expressão e intimidar quem critique o presidente. Ela lembra ter vivenciado regimes autoritários em trabalhos anteriores e afirma reconhecer o padrão no cenário atual.

A senadora participou de operações militares anteriores e venceu eleições para manter o mandato em Michigan, incluindo uma reeleição em 2020 e 2022. Em 2024, entrou no Senado em um cargo disputado, com Trump vencendo o estado na eleição presidencial.

O caso envolve também outros nomes, como o senador Mark Kelly e três democratas da Câmara, levantando questões sobre a relação entre governo, militares e discurso público. A investigação é conduzida pelo FBI e envolve o Departamento de Justiça.

Slotkin defende ações de governo com foco em segurança nacional e redução de custos de moradia. Ela propõe medidas para enfrentar o déficit habitacional por meio de ações como o uso da Defesa de Produção para impulsionar a construção de moradias, além de declarar uma emergência habitacional.

Questionada sobre arrependimentos, a senadora disse não ter. Acrescentou que a divulgação do vídeo visava responder a preocupações de militares com ordens e situações no Sudeste, incluindo operações no Caribe e a atuação da Guarda Nacional nos EUA.

Além de políticas domésticas, Slotkin critica o uso do poder militar como ferramenta de demonstração de força. Ela apontou que o tema da democracia continua relevante para o cotidiano dos cidadãos, especialmente no contexto econômico e de moradia de salários médios.

Enquanto o debate sobre moradia domina a agenda, o governo analisa respostas legais ao caso em curso. A investigação busca esclarecer a natureza das mensagens e a eventual influência política sobre militares e funcionários públicos.

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