O ministro Camilo Santana (PT) afirmou que pode deixar o Ministério da Educação em abril, mas descartou a possibilidade de concorrer novamente ao governo do Ceará no lugar de Elmano de Freitas. A declaração ocorreu em meio a especulações internas no PT sobre a relação de Camilo com o cenário eleitoral local.
A especulação sobre um retorno de Camilo ao governo do Ceará ganhou força dentro do partido, diante da articulação da centro-direita em torno do ex-governador Ciro Gomes (PSDB). Ciro tem liderado pesquisas de intenção de voto em parte do estado, segundo levantamento recente.
Camilo reafirmou que o foco é apoiar Elmano de Freitas, seu eventual substituto, e evitar retrocessos. Ele disse que dedicará esforços para manter avanços no estado, ressaltando a necessidade de continuidade das políticas atuais.
Ciro aparece em primeiro lugar nas pesquisas desde que filiou-se ao PSDB, com vantagem de 44% a 34% sobre Elmano, e com menor índice de rejeição. O cenário aumenta o potencial de candidatura de nomes de direita ao governo do Ceará.
Diversos partidos já demonstraram interesse em ampliar a disputa contra o petismo que domina o estado desde 2015. A filiação de Ciro gerou apoio de alguns cargos regionais, embora tenha havido recuo após pressões de instâncias nacionais.
Os aliados de Camilo veem o possível retorno como uma estratégia de “antídoto” para o partido, citando pesquisas que indicam alta aprovação do político. No entanto, a leitura interna aponta resistência a qualquer movimento que pareça ruptura com o atual governo.
Sobre a eleição, Camilo sinalizou que pode deixar o MEC para atuar na campanha de Elmano e, quem sabe, na de Lula. A decisão depende de conversas com o presidente Lula, segundo o ministro. A indefinição persiste até novos posicionamentos oficiais.
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