O GMB, sindicato dominante no Reino Unido, enfrenta novas acusações de bullying após a líder da TSSA, Maryam Eslamdoust, afirmar que oficiais da GMB tentaram expulsá-la do cargo de forma a afetar sua saúde. Ela aponta que a pressão ocorreu em um contexto de disputas industriais com a TSSA, que tem cerca de 18 mil filiados.
Em relato à imprensa, Eslamdoust disse que, em uma reunião de setembro, um alto funcionário da GMB teria causado grande estresse a ela e à secretária-geral adjunta, Maria Fawcett, ao gritar, gesticular com o dedo e ameaçar manchar a reputação caso não aceitassem as exigências. Ela afirmou ter banido esse funcionário de entrar na TSSA.
A líder da TSSA afirmou que o custo pessoal do que chama de assédio é alto, descrevendo jornadas de trabalho que vão desde as 8h até depois das 23h para gerenciar o sindicato e defender a reputação da instituição frente a interferências da GMB. Eslamdoust questionou a aptidão do atual secretário-geral da GMB, Gary Smith, para liderar a entidade.
Ela afirmou ainda que não vê hostilidade similar com a TSSA quando o cargo de secretário-geral era ocupado por um homem e que houve diferenças de tratamento entre as duas estruturas. Questionou, ainda, por que a GMB acusa a TSSA de toxicidade sem ter implementado plenamente recomendações de um relatório anterior sobre misoginia.
A GMB respondeu afirmando que trabalhadores da TSSA foram maltratados há anos e que uma recente pesquisa interna mostrou altos níveis de estresse e ansiedade, com cerca de 90% descrevendo o ambiente de trabalho como psicologicamente inseguro. A entidade afirmou ainda que um representante está suspenso por atividades sindicais.
A GMB também informou que avaliou a possibilidade de fusão com a TSSA, mas decidiu não seguir adiante após diligência revelar questões graves. A nota ressalta que a direção da GMB busca proteger seus membros, independentemente de quem seja o empregador.
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