A Procuradoria Geral do Peru confirmou nesta segunda-feira (19) a abertura de uma investigação preliminar sobre o presidente interino, José Jerí. A apuração envolve suspeitas de tráfico de influência após o chefe de Estado se reunir com um empresário chinês sem comunicar oficialmente seus auxiliares. A diligência começou na quinta-feira anterior.
Segundo o procurador Tomás Gálvez, a investigação abrange ainda o possível patrocínio ilegal de interesses. Jerí, que tem imunidade durante o mandato, pode ser alvo apenas de apuração preliminar, conforme decisão do Tribunal Constitucional. O mandato termina em julho.
O presidente do Congresso, Fernando Rospigliosi, afirmou que não cabe ainda a destituição por esse caso, sinalizando que o tema pode caminhar apenas a partir de 29 de julho, caso haja irregularidades comprovadas. Jerí assumiu o cargo em 10 de outubro, substituindo Dina Boluarte.
Avanços da investigação
A Comissão de Fiscalização do parlamento marcará a oitiva de Jerí para 3 de fevereiro, para que ele apresente sua versão. O tema ganhou repercussão após revelações de encontros comZhihua Yang, empresário chinês ligado a negócios com o governo, ocorrido em 26 de dezembro em um restaurante em Lima.
Imagens de segurança divulgadas pelo programa Cuarto Poder mostram Jerí em 6 de dezembro em outra reunião com o mesmo empresário, desta vez em uma loja de Yang em Lima. As informações indicam que as reuniões ocorreram sem o registro formal de cargos e atribuições.
Jerí divulgou, por meio das redes sociais, que pediu desculpas e reiterou a cooperação com as investigações. O Peru realiza eleições gerais programadas para abril, em um contexto de instabilidade política e histórico de corrupção em altos cargos.
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