O governo defendeu o acordo sobre as Ilhas Chagos diante da condenação de Donald Trump. O porta-voz afirmou que o acordo assegura operações da base militar conjunta EUA-Reino Unido em Diego Garcia por gerações, mantendo suas capacidades e afastando adversários.
Segundo a mensagem oficial, o texto foi elogiado pelo governo dos EUA, Austrália e aliados Five Eyes, além de parceiros como Índia, Japão e Coreia do Sul. A versão do governo enfatiza ganhos estratégicos e atendimento a interesses de segurança.
Darren Jones, ministro do Gabinete e secretário-chefe do Primeiro-Ministro, afirmou em entrevistas que a diplomacia britânica com os EUA continua “funcionando”. Em declarações à BBC Breakfast, ele defendeu o acordo sobre Chagos e a continuidade do uso da base.
Questionado sobre o comentário de Trump chamando a decisão de “great stupidity” e “weakness”, Jones disse que houve progresso em aspectos militares, incluindo a Ucrânia, e que a relação com Trump não foi afetada de forma decisiva. A agenda do dia prevê debates sobre o tema no Parlamento.
Reação e próximos passos
O tema também ganha atenção na imprensa europeia, com cobertura sobre o rompimento das relações entre EUA e Europa. O governo britânico mantém o tom de que a negociação evita a perda de acesso a Diego Garcia sob a lei internacional.
Ainda segundo a programação, o dia inclui discursos de líderes britânicos e perguntas ao Foreign Secretary, com o objetivo de esclarecer a posição do Reino Unido sobre soberania de Chagos, transferida para Maurícia em troca de continuidade do uso da base por 99 anos.
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