Durante o primeiro ano de seu segundo mandato, Donald Trump intensificou uma campanha de retaliação contra opositores, funcionários e instituições. A estratégia envolve uso do peso do governo federal para punir quem, segundo ele, o prejudicou.
Relatórios apontam que Trump demitiu autoridades de carreira ligadas a investigações e projetos judiciais, incluindo procuradores que atuavam em casos relacionados ao ataque ao Capitólio. A administração também acionou promotores especiais para apresentar recursos contra adversários.
Entre os alvos estão figuras públicas e órgãos que desafiaram políticas da sua gestão, como a promotora Letitia James e o ex-diretor do FBI James Comey. A série de demissões atingiu advogados de carreira que contestaram decisões políticas.
Ainda segundo as informações, aliados próximos do presidente teriam utilizado agências independentes para abrir investigações de fraude, incluindo casos envolvendo parlamentares, além de ações contra governo da Reserva Federal. Há relatos de consultas a autoridades para possíveis acusações criminais.
Em paralelo, a administração sinalizou abertura de investigações contra organizações sem fins lucrativos de atuação progressista e já houve mudanças em cargos estratégicos de agências-chave. Tais movimentos levaram alguns escritórios de advocacia a firmarem acordos antecipados com o governo.
Especialistas citados pelo veículo responsável pela apuração afirmam que o impeachment de funcionários de carreira e a reorganização de agências reduziram, segundo eles, a capacidade institucional de atuação não-partidária. A avaliação é de que a mudança terá efeito a longo prazo.
A análise aponta que mais de 200 mil servidores federais teriam sido removidos ou realocados sem justificativa clara, com impactos previstos na qualidade dos serviços públicos. A reportagem indica que a tendência de desmontar estruturas não pode ser desconsiderada para o próximo ano.
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