Keir Starmer afirmou que as críticas de Donald Trump à aliança entre Reino Unido, Groenlândia e Chagos foram usadas para pressionar o governo a flexibilizar sua posição sobre o futuro da Groenlândia. Em audiência no Parlamento, o líder trabalhista associou a mudança de tom de Trump ao objetivo de anexar ou comprar a Groenlândia.
Starmer manteve que a política britânica sobre Groenlândia está clara, reiterando que o tema é decidido entre Groenlândia e o Reino da Dinamarca. Ele argumentou que as declarações de Trump foram feitas para pressionar o Reino Unido a ceder em seus princípios.
Após questionamento de Kemi Badenoch, Starmer acusou a líder conservadora de apoiar, na prática, um esforço para minar a posição do governo sobre Groenlândia. Ele disse estar surpreso com o apoio visto por Badenoch a Trump.
Desdobramentos
Trump alterou recentemente o tom sobre o acordo de Chagos com Maurícia, conforme postagens em suas redes sociais. O ex-presidente afirmou que o Reino Unido estaria disposto a ceder Diego Garcia para Maurícia, em função de outros interesses estratégicos.
Badenoch havia questionado as declarações de Trump, e Starmer afirmou que a posição do governo não pode ceder diante de pressões externas. O premiê ressaltou que a futura relação com Groenlândia é uma decisão soberana entre as partes envolvidas.
O debate ocorreu em meio a uma tensão entre Estados Unidos e Reino Unido, com efeitos potenciais sobre a postura britânica diante de negociações internacionais. A posição do governo permanece baseada na soberania sobre Groenlândia e no acordo com Dinamarca.
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