O Departamento de Segurança Interna (DHS) e o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) enfrentam alegações de risco de doxxing, mesmo com carteiras de perfis no LinkedIn. Oficiais e familiares estariam em risco, segundo declarações oficiais.
A reportagem da WIRED mostrou centenas de perfis de pessoas que se dizem agentes da ICE ao usar a opção “Mostrar mais resultados” na página do ICE no LinkedIn. A rede social não respondeu ao pedido de comentário.
Doxxing e perfis no LinkedIn
Em notas oficiais e entrevistas, autoridades da administração Trump afirmaram repetidamente que agentes enfrentam risco de doxxing. Em outubro, o DHS informou que os agentes teriam aumentado significativamente as agressões contra eles e que suas famílias são alvo online.
Na última semana, a secretária do DHS, Kristi Noem, criticou uma jornalista da CBS por mencionar o nome de Jonathan Ross, oficial de remoção da ICE envolvido em uma operação considerada violenta. Oficiais federais disseram que a identificação de Ross, ainda não oficialmente confirmada, ocorreu acidentalmente quando se informou de um episódio anterior durante uma operação de imigração.
Historicamente, agentes de deportação da ICE auxiliam acusações e operações administrativas, preparando relatórios investigativos e apresentando depoimentos em tribunais. Filiações públicas sobre suas aparições em processos constam em registros judiciais, segundo describe a cobertura.
Contexto institucional
Relatos de imprensa indicam que agentes devem manter a cautela online. Jornalista independente destacou documentos vinculados à Patrulha de Fronteira que orientam funcionários a terem cuidado com as postagens em redes sociais. O CBP não respondeu aos pedidos de comentários feitas pela WIRED.
O governo federal tem usado o risco alegado de doxxing para defender o uso de máscaras faciais por agentes em público, tema discutido também em ações judiciais envolvendo o estado de Minnesota contra Noem. Em uma declaração, um supervisor de operações indicou que o aumento do doxxing, aliado ao reconhecimento facial e à atuação de atores mal-intencionados, cria risco operacional que justifica medidas de proteção.
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